Como Blindar Seu Pc - por Elis Monteiro
Introdução
Phishings, cavalos-de-tróia, spywares, worms em geral fazem
parte do cotidiano de qualquer internauta, leigo ou safo, desde
que a internet ganhou o mundo. Mas com a chegada de uma nova leva
de usuários à rede mundial de computadores, principalmente
em países do terceiro mundo, o ciberespaço torna-se,
a cada dia, um território mais perigoso.
Há anos, a mídia tem feitos campanhas tentando
conscientizar os usuários dos riscos que correm na internet;
as fabricantes de antivírus, as organizações
de defesa dos direitos do ciberespaço, os bancos e instituições
financeiras, além das softwarehouses, gastam tempo e dinheiro
em campanhas que ensinam como se proteger e como evitar as pragas
que infestam os emails e invadem os sistemas.
Infelizmente, as campanhas quase sempre são ineficazes
e as portas de milhões e milhões de internautas
continuam abertas às invasões. Foi pensando justamente
nos usuários iniciantes que o jornalista André
Machado e o consultor de segurança da informação
Alexandre Freire lançaram o livro “Como
blindar seu PC – aprenda a transformar seu computador
numa fortaleza digital” (Editora Campus/Elsevier, R$ 49,90).
O livro nasceu de uma reportagem publicada no Jornal O Globo,
intitulada “Seu PC, uma fortaleza”, na qual André
Machado usava dicas de Alexandre Freire
para que o usuário doméstico usasse seu sistema
operacional de forma mais segura. A reportagem teve grande repercussão
e logo surgiu a idéia do livro.
- Escrevi uma matéria para o caderno Info Etc, do Globo,
chamada "Seu PC, a fortaleza" há alguns anos
e houve uma boa repercussão. O Freire
foi a principal fonte da matéria e sugeriu que escrevêssemos
um livro nessa linha, dando dicas para usuários protegerem
melhor o computador de vírus, phishing, cavalos-de-tróia,
e conseguirem aquela sintonia fina no sistema operacional para
evitar problemas. A Campus topou o projeto e começamos
a trabalhar em dezembro passado – conta André
Machado ao Fórum PCs.
Definido o foco da obra, a dupla partiu para meses e meses de
testes, downloads e configurações das versões
mais atuais dos sistemas operacionais. O esforço resultou
até num capítulo especial sobre a segurança
no próximo sistema operacional da Microsoft, o Windows
Vista, que será lançado no começo de 2007.
Dentre outras novidades, o Vista promete ser mais seguro.
- Acredito que os usuários podem ficar mais
seguros em relação à segurança no
desktop. A Microsoft atingiu um excepcional nível de maturidade
com diversas inovações de proteção
do kernel do sistema operacional, serviços e aplicações
agregadas (novo IE, Phishing Filter, novos requerimentos de privilégios
para execução de aplicações, separação
de drivers de Kernel mode e user mode, Parental Controls, tecnologia
de BitLocker entre outras diversas inovações). Tudo
isso reflete o comprometimento da empresa com a questão
da prevenção e melhor experiência do usuário
durante o uso do desktop, não só para a Internet,
mas para suas diferentes funcionalidades – explica Alexandre
Freire, que já trabalhou na Microsoft e hoje é
gerente de soluções da DISEC Security Services.
Definindo os tipos de ataques
Dentre as tarefas da dupla, a construção de uma
espécie de “glossário” que separasse
o joio do trigo e explicasse ao usuário a diferença
– e as características – de cada tipo de ataque.
De todos os recentes, diz Freire, o mais perigoso
é o cavalo-de-tróia instalado a partir de emails
falsos (phishing) e escondido em sistemas P2P como Kazaa e Emule
(e outros do gênero), além dos clássicos worms.
- Os principais fabricantes de antivírus conseguem desenvolver
vacinas após a descoberta do comportamento de um determinado
vírus e proteger os usuários dentro de um período
aceitável. A linha de tempo em relação à
divulgação de um novo vírus e sua correção
não é muito extensa. Porém, observamos uma
mudança em relação aos códigos que
podemos classificar como códigos maliciosos inteligentes
(worms e cavalos-de-tróia) – diz Freire.
Ainda segundo o especialista, os fabricantes ainda têm
problemas em lidar com o surgimento destes vermes, que utilizam
o fundamento de desvio comportamental em vez de seguir uma determinada
linha de ação já prevista e pré-definida
na base de reconhecimento do antivírus.
- É o chamado comportamento anômalo. Por isso, a
importância de ter não somente um bom antivírus
atualizado na máquina, mas também contar com um
sistema de detecção de intrusos eficiente que possa
depurar o código e analisar o comportamento do tráfego
optando, ou não, pelo seu bloqueio total ou parcial –
diz.
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