Controle remoto para micro

Por Marlos Mendes
Serviços permitemacessar o computador a distância, como se você estivesse
diante da tela. Para empresas, o recurso pode representar ameaça à rede interna
Você trabalhou até tarde
para concluir aquela apresentação
em PDF que será
exibida na reunião marcada
para daqui a pouco. Então,
enquanto checa se o computador
no auditório está ok,
você percebe que salvou o arquivo
final no desktop de casa,
mas, num vacilo bisonho,
esqueceu de gravá-lo num
DVD ou pen drive, de mandá-
lo por e-mail ou um gravá-
lo num disco virtual.
O que fazer? Sentar na calçada
e chorar? Não se o autor
da apresentação usar um
serviço de acesso remoto, como
LogMeIn (www.logmein.com) ou GoToMyPC (www.
gotomypc.com), que, como o
nome sugere, permitem
acessar o computador à distância,
como se estivesse
diante dele.
A idéia é simples. Você se
cadastra no site, cria uma senha
e instala um programinha
no computador que deseja
acessar à distância. E
deixa-o ligado e conectado à
Internet. Feito isso, você poderá
acessá-lo a partir de
qualquer computador conectadoà rede. Basta entrar no
site, informar nome e senha
cadastrados para o serviço e,
em seguida, o mesmo para o
sistema operacional.
A versão grátis do Log Me
In permite apenas transferir
arquivos de um computador
para outro. Já a versão paga
oferece um controle remoto
que dá amplo comando ao
usuário remoto, inclusive para
rodar programas à distância,
como se estivesse diante
da tela. Há como permitir
que convidados acessem o
computador (com níveis de
autorização especificados
pelo dono da máquina) e como
compartilhar arquivos.
O convidado receberá um
e-mail com um link e não
precisará de senha. Quem
convida deve estar no computador
(não vale remotamente)
para autorizar a visita.
Os links têm prazo de validade
determinado pelo dono
da conta e domicro.
A versão paga do Log Me
In sai por US$ 39,95 por ano
para um computador (cerca
de R$ 68). A licença do Go
To My PC sai por 15,99 euros
por mês (cerca de R$ 42) ou
43,99 euros por ano (em torno
de R$ 115). A Microsoft testa com um
grupo fechado programa
com funções semelhantes
chamado de Live Mesh.
Risco para rede da empresa
Para empresas, serviços como
o Log Me In podem ser
uma ameaça. O especialista
em segurança da informação Alexandre Freire, autor
do livro “Como blindar seu
PC”, explica que o programa
(agente) instalado na máquina
controlada à distância
consegue driblar qualquer firewall
ou proxy, barreiras
usadas pelas empresas contra
potenciais invasores. “Isso
viola as políticas de segurança
da empresa e põe em
risco a rede interna”, diz. Segundo
Freire, é aconselhável
que os administradores de
rede bloqueiem o acesso aos
serviços de acesso remoto.
O agente se conecta aos servidores
do LogMeIn por meio
da porta 443, normalmente liberada
para conexão do tipo
https, usadas por bancos e sites
de comércio eletrônico
RISCO É MENOR PARA USUÁRIOS DOMÉSTICOS DO QUE CORPORATIVOS
Para Alexandre Freire, o
risco é bem menor se imaginarmos
umprofissional autônomo
que deseja acessar
remotamente seu desktop
em casa. “Num cenário doméstico
o risco é reduzido”,
diz o especialista. Isso, é claro,
se o usuário mantiver antivírus
e firewall atualizados
e ativos no computador.
Ele compara o LogMeIn aos
programas de torrents, usados
para baixar arquivos na
rede. “Numa escala de zero
a dez, o risco para o acesso
remoto é 1 e o de baixar torrentsé dez”, avalia, lembrando
que programas e jogos
baixados na rede podem esconder
códigos maliciosos.
O usuário deve considerar
também que a autenticaçãoé feita no servidor do
LogMeIn. Ou seja, o usuário
conecta seu computador às
máquinas da empresa. Se
elas forem invadidas, em tese
todas os computadores
ficam vulneráveis. Isso sem
falar que o código do software
pode ser explorado.
Retornar Página Colaborações com Imprensa
Alexandre
Freire colabora periodicamente com a midia digital e impressa em
artigos em relação aos mais diferentes tópicos
de Segurança da Informação. Por diversas oportunidades
as matérias receberam destaque como matérias de capa
de diversos jornais e sites especializados em tecnologia.
Reprodução Oficial - Fonte : Jornal O Dia (impresso e digital) |