Dados
sob total
proteção

Profissionais que cuidam da
integridade das informações
estão em alta nas empresas.
Por Sérgio Vinícius
Um computador ligado à web está sujeito a
danos virtuais e físicos ilimitados. Ele pode
ser invadido por hackers e receber vírus e
outros arquivos maliciosos. Os dados que armazena
podem ser apagados, alterados ou roubados.
Seus cabos, rompidos. A máquina está ainda sujeita
a descargas elétricas, incêndios, roubos e até
explosões. Antever esses problemas, preveni-los e
solucioná-los o mais rapidamente possível são as
funções dos gestores de segurança da informação.
O problema é que esses profissionais não lidam
apenas com um computador ligado à rede, mas
com centenas ou milhares de equipamentos — e não
apenas PCs, mas também servidores, impressoras,
discos — unidos entre si e conectados à internet.
Tanto no Brasil como no exterior não há uma definição
precisa de como são chamados os profissionais
que atuam nessa área. Títulos como CISO (Chief Information
Security Officer) ou CSO (Chief Security Officer)
são recorrentemente utilizados. Mas designações
como gerente de segurança da informação, diretor
de segurança da informação e gestor de governança,
compliance e risco também são comuns. O salário
inicial de quem atua na área está entre 3 mil reais e
4 500 reais e pode ultrapassar 15 mil reais, dependendo
do tempo de carreira e da especialização.
“Profissionais de segurança em TI trabalham para
compreender o negócio — o que a empresa faz,
do que ela precisa e quais são suas particularidades.
Feito isso, desenvolvem-se soluções para a construção
de sistemas computacionais mais seguros”,
diz Alexandre Freire, de 33 anos, especialista em
soluções de segurança para clientes estratégicos
da Oracle Latin America. “A ideia, de forma geral, é
reduzir riscos, como roubo de informações, fraudes
e acessos não autorizados aos sistemas”, afirma o
especialista, com passagens pela IBM e Microsoft.
A preocupação com software é apenas um dos pontos
com os quais o gestor de segurança deve se preocupar.“O cuidado com a segurança, seja física, eletrônica
ou virtual, deve ser constante”, diz o consultor em
segurança Leonardo Cardoso de Moraes, de 39 anos.
“Uma vez, vi em um grande órgão público do poder
judiciário, que havia investido milhões de reais em
máquinas e sistemas, todos os equipamentos de rede,
como switches e roteadores, ao alcance do público. Um
transeunte mal-intencionado poderia derrubar toda a
rede jogando um copo d’água nos equipamentos. O
papel do responsável pela segurança é zelar por isso
também”, afirma o profissional, que trabalhou na Shell,
CSN e Americanas, antes de abrir sua empresa.
Da TI tradicional
Atualmente, os profissionais que atuam com segurança
da informação no mercado brasileiro são oriundos
das áreas de tecnologia tradicionais. O processo para
entrar no mercado, invariavelmente, é iniciado em
uma faculdade ligada a sistemas, como ciências da
computação ou engenharia de telecomunicações.
Depois de encerrado o curso superior, o interessado
pode fazer uma extensão, uma pós-graduação ou
uma especialização em segurança da informação.
“O mercado necessita de profissionais multidisciplinares
e grandes negociadores”, diz Nelson Novaes
Neto, de 30 anos, chief information security officer,
especialista em segurança ligado ao Comitê Gestor
de Internet e responsável pela segurança de um dos
maiores portais da América Latina. “Além da formação
universitária, como engenheiro de telecomunicações,
fiz especializações em direito aplicado à
internet, MBA em gestão empresarial e mestrado em
psicologia experimental. Depois da formação acadêmica,
o ideal é se especializar o máximo possível.”
Em relação ao desenvolvimento profissional, de
acordo com o Information Security Global Work Force
Study, realizado pela Frost & Sullivan, 78% dos gerentes
no mundo mencionam certificação como um
importante critério para avaliação de um profissional.
“Quem já trabalha com segurança da informação, atua
em TI com algumas responsabilidades de segurança
ou apenas tem interesse no assunto, deve pensar seriamente
em obter certificação e diplomas acadêmicos
relacionados à área”, diz Novaes Neto. Segundo ele, a
certificação é mais do que apenas uma forma de atualizar
e revisar a base de conhecimentos para passar
em exames técnicos. “É também a melhor maneira de
manter o acesso às últimas notícias referentes a sistemas
de informação e a questões de segurança”, diz.
As principais certificações na área de segurança
da informação são aquelas fornecidas pelas CISSP
(www.isc2.org), CISM (www.isaca.org/cism) e CBCP
(www.certtest.com/bcp-detail.html). Elas prometem
destaque internacional para o profissional e garantem
que as habilidades do analista de segurança
sigam um padrão mundialmente reconhecido.
Segundo os profissionais, a melhor escola é mesmo
a prática e o autodidatismo. “O profissional precisa ser
autodidata. Quem trabalha em TI tem essa característica
e não é diferente em segurança da informação”,
aponta Freire. “Eu sempre tive o cuidado, por exemplo,
de manter uma infraestrutura com servidores e
equipamentos dentro de casa para estudo e pesquisa.
Investi na minha formação e no meu estudo sem depender
de ninguém para fazer isso por mim.”
Retornar Página Colaborações com Imprensa
Alexandre
Freire colabora periodicamente com a midia digital e impressa em
artigos em relação aos mais diferentes tópicos
de Segurança da Informação. Por diversas oportunidades
as matérias receberam destaque como matérias de capa
de diversos jornais e sites especializados em tecnologia.
Reprodução Oficial - Fonte : Revista Info Exame - Dicas Info - Impresso e Digital
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