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Sistemas de Firewall e Defesa de Perímetros - V

De uma visão operacional, a principal função
de um roteador é transferir pacotes de um segmento de
rede para outro. Rotedores operam na camada de rede, a terceira
camada do modelo OSI. Examinando o endereço de rede dos
pacotes, roteadores são programados para executar decisões
relativas ao fluxo dos pacotes.
Outra função acumulada pelos roteadores é
justamente a criação e manutenção
das tabelas de roteamento. Protocolos como RIP, OSPF e BGP representam
apenas 03 de mais de 50 protocolos de roteamento que foram desenvolvidos
nos últimos 20 anos.
No que se diz respeito à segurança, o roteador
deve ser encarado como dispositivo que representa a primeira
linha de defesa de uma rede. Essa proteção é
traduzida em formas de access-lists que são criadas para
permitir ou negar o fluxo de informações através
de uma ou mais interfaces do equipamento. Uma das principais
características da segurança baseada em roteadores
é a capacidade do mesmo em controlar o fluxo de dados
dos pacotes em um ambiente de rede. Especificamente atuando
na prevenção da entrada de pacotes na rede através
da análise do cabeçalho do pacote. A este procedimento
crucial damos o nome de "packet filtering", ou seja,
filtro de pacotes.
O filtro de pacotes permite controle de fluxo de dados em um
ambiente de rede baseado em endereçamento IP de origem,
destino, assim como o tipo de aplicação utilizada.
Por exemplo, filtro de pacotes permite a prevenção
da entrada de pacotes de tráfego de telnet que são
originários de ranges não autorizados.
Roteadores operam como uma barreira entre o que chamamos de
"administrative domains". O termo é usado para
indicar um conjunto de equipamentos de rede, workstations, servidores,
roteadores e links que são mantidos por um grupo administrativo,
ou uma entidade, ou mesmo uma corporação ou instituição.
Na maioria dos casos um domínio administrativo é
formado pela rede corporativa de uma entidade, embora muitas
entidades possuam diferentes domínios administrativos
compreendidos dentro de sua estrutura organizacional.
Uma das funções providas por roteadores é
justamente a ligação destes domínios administrativos
de forma com que mesmo em localidades remotas, a organização
lógica de um ambiente seja compreendida pelos recursos
de uma mesma entidade ou de forma que uma entidade possa conectar-se
a outras entidades. Roteadores agem como ponto de conexão
entre redes corporativas e a Internet, ou entre dois ou mais
ambientes de rede corporativos. Nessas implementações,
é importante utilizar o recurso de filtragem de pacotes
entre os segmentos, visto que todo pacote que é roteado
entre os diferentes domínios administrativos necessitam
cruzar o roteador. Todas as funcionalidades para criar uma solução
de segurança complexa no perímetro da rede pode
ser baseada através do Cisco IOS.
Uma das características mais poderosas do IOS Cisco
é a capacidade e inteligência em filtrar pacotes
entre dois segmentos de rede. Esta capacidade é provida
através da criação e aplicação
de access-lists.
Na semana que vem, falaremos sobre as access-lists disponíveis
no IOS Cisco e como implementá-las. Abordaremos também
algumas recomendações para tornar o roteador Cisco
mais seguro e exemplificaremos a aplicação de
access-lists para controle de tráfego no perímetro
da rede, visando proteção principalmente contra
ataques de spoofing.
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